A evolução das roupas íntimas femininas nos últimos 100 anos

O estilo das roupas muda muito com o passar do tempo. A cada ano surgem novas tendências tanto para homens quanto para mulheres.

Nós já mostramos aqui a impressionante evolução do biquíni durante um século. Agora, é a vez da evolução das roupas íntimas femininas nos últimos 100 anos.

O estilo dessas roupas mudou bastante durante esse longo período e, mesmo cada mulher tendo suas preferências, percebe-se que houve uma grande transformação nas roupas íntimas de uma maneira geral.

1 – Anos 1900

Nessa época as roupas íntimas eram grandes e muito justas, principalmente na cintura. Isso dava mais volume ao busto e deixava as mulheres com a cintura mais fina (e provavelmente com muito calor!).

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2 – Anos 1910

Essas roupas íntimas eram consideradas sensuais nos anos de 1910, sendo utilizadas geralmente pelas cortesãs (mulheres que eram amantes de homens ricos e poderosos nobres). O que era uma roupa íntima sensual nessa época, seria comparado a um vestido nos dias atuais.

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3 – Anos 1920

Nos anos 20 as roupas íntimas passaram a ser mais confortáveis. Os sutiãs, anáguas e combinações tornaram-se parte dos guarda-roupas femininos. As mulheres já não precisavam usar aquelas roupas íntimas grandes, super apertadas na cintura e um tanto sufocantes.

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4 – Anos 1930

Nos anos 30, as roupas íntimas ganharam cortes um pouco mais modernos e mais curtos, se distanciando dos modelos dos anos 1900. As mulheres utilizavam roupas íntimas que se assemelhavam a camisolas com tecido muito fino.

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5 – Anos 1940

O conjunto passou a ser composto de sutiã, calcinha e uma espécie de saia. Muito mais confortável que nos anos anteriores. Nessa época também muitas mulheres utilizavam o famoso sutiã com cones (que se tornou mais conhecido quando a cantora Madonna surgiu usando um, nos anos 90).

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6 – Anos 1950

O estilista Christian Dior criou um novo estilo, que era uma mistura dos modelos anteriores, valorizando a cintura, o busto, e mantendo o sutiã em formato de cones. O espartilho era menor, mais limitado à cintura, e as lingeries de cor preta começaram a ganhar mais espaço.

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7 – Anos 1960

Nessa época, Brigitte Bardot ditou moda em termos de lingerie. As roupas íntimas tornaram-se menos marcadas, e também mais reveladoras e sensuais, com modelos feitos de renda e transparentes.

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8 – Anos 1970

Os anos 70 foram mais libertadores para as mulheres em relação às roupas íntimas. Foi quando as lingeries começaram a ganhar um formato bem menor, se aproximando dos modelos vendidos hoje. A revolução sexual trouxe minimalismo, conforto e sensualidade.

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9 – 1980

Nos anos 80, surgiram mais variedades de roupas íntimas. A indústria da moda passou a dar mais atenção à esse ramo, criando peças para todos os gostos. Os modelos passaram a ser mais femininos, sofisticados e diversificados, com muita renda e seda.

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10 – Anos 1990

Nos anos 90 as roupas íntimas se tornaram mais sensuais do que nos anos 80, ainda com mais diversidade, principalmente de tecidos semitransparentes e rendas.

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11 – Hoje em dia

Se compararmos as roupas íntimas femininas de hoje com as anteriores, percebemos uma grande mudança. As lingeries estão ainda menores, minimalistas e sensuais. Hoje também as mulheres têm mais liberdade de escolha, e podem usar o que acharem mais bonito e confortável.

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Fonte: Tudo Interessante


Lingerie: Um mercado cheio de nichos e oportunidades

Asa delta, fio dental, espartilha, meia taça, com ou sem bojo, três quartos, sete oitavos, com ou sem renda, discretas, ousadas, fitas, babados e decotes, pequenas, médias, grandes, extras grandes, em todas as cores e até comestíveis. Mais do que peças do vestuário feminino, a lingerie teve seu boom junto com a revolução sexual dos anos 60 e atualmente é um segmento da indústria têxtil que fatura mais de U$ 30 bilhões, por ano, no mundo.

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Foto: Dalmi Mendonça – Sede De Rany Lingerie 2018

Os números são otimistas no Brasil também. De norte a sul, mais de 3.500 confecções produzem cerca de 1,5 bilhão de peças anualmente, em um mercado que movimenta R$ 3,6 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção – Abit (2012, pois ainda não existem consolidações dos números de 2013).

O Brasil é considerado o 5º maior produtor mundial dentro da indústria têxtil, com uma produção anual de 2 milhões de toneladas, o que corresponde a 2% da produção mundial, em um mercado dominado pela China e por Hong Kong (que detêm 50% da produção mundial) e pela Índia, pelos Estados Unidos e pelo Paquistão. Os dados provêm da 13º edição do “Relatório Setorial da Indústria Têxtil Brasileira”, divulgado pelo Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI), especializado no setor.

Nos últimos quatro anos, o crescimento do setor foi de 33%, índice de dar inveja a muitos setores que acompanham os modestos números do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, na casa dos 2-3%. Isso significa diversas oportunidades de empreendimentos na área, que abriga desde gigantes como Hope e Victoria’s Secret até pequenas malharias de fundo de quintal. Sim, o mercado é para todos que sabem explorar o segmento.

No Brasil, é o alto percentual de vendas feitas por sacoleiras. Segundo dados da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), 70% da produção do estado é comercializada por sacoleiras. O exemplo serve para referenciar que o mercado de lingerie é cheio de nichos e oportunidades. Há um número infinito de diferentes modelos, tamanhos e cores, atendendo todos os bolsos e todas as faixas etárias, num cenário peculiarmente voltado à customização e à experimentação das peças.

O aumento no poder aquisitivo do brasileiro tem impacto direto no vigor demonstrado pelo setor. Cada brasileira compra em média 7,6 peças por ano. E isso tem muito a ver com a expansão contínua da participação feminina no mercado de trabalho. Mais independentes, as mulheres têm cada vez mais gastado com produtos para elas e estão cada vez mais exigentes com o que irão consumir.

E não são somente as mulheres que consomem lingeries no Brasil: atualmente, 20% dos compradores são homens que escolhem modelos para suas esposas, namoradas e até mesmo parentes.

Outros fatores contribuem para a expansão do setor. A proliferação dos cursos universitários de design em moda é um desses fatores, possibilitando que os empreendedores possam criar suas próprias peças de forma simples e rápida, algo que não era possível há alguns anos. O uso de novos tecidos, técnicas e ideias também têm incrementado o setor e ajudado no seu crescimento.

O Sebrae também atua como fator indutor deste crescimento, oferecendo além da orientação e do treinamento necessários ao empreendedor, apoio em áreas como o design de peças, na identificação de mercados, e na fomentação da expansão de pequenos negócios para empresas que podem, inclusive, lucrar com exportações.

Não à uma luta desigual

A norte-americana Victoria’s Secret é a maior vendedora de lingerie do mundo, movimentando mais de U$ 6 bilhões por ano. Todavia, não é só de mega empresas como essa que vive o mercado de lingeries. Com R$ 200 mil é possível investir e montar uma fábrica no setor.

O mercado de lingerie não deve ser visto como uma luta desigual entre multinacionais e pequenos empreendedores. Mais do que em qualquer outra área, no mundo da moda íntima é preciso saber aproveitar os nichos de mercado, que acabam se tornando equalizadores na competição pelos clientes.

Estudos de mercado mostram que as mulheres de 35 a 54 anos são as que mais compram lingerie, mas os produtos a venda geralmente são desenhados tendo em mente um padrão de beleza de uma jovem de 20 anos, o que muitas vezes está longe da realidade. O empreendedor que quiser lucrar com a situação deve esquecer padrões estéticos misóginos e fora da realidade para oferecer as peças certas de acordo com o gosto de cada consumidora.

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Fonte: Dalmi Mendonça – Sede De Rany Lingerie 2018

Um exemplo de sucesso nesse sentido é da marca Hope, que em 2011 abriu a Hope Sob Medida, uma parceria feita em grandes lojas de varejo para vender lingerie que se encaixa no gosto das consumidoras. Nesse trabalho, em que é preciso ganhar a confiança do cliente, aproximar o produto da consumidora é fundamental. As mulheres não dependem de seus maridos para comprar calcinhas, sutiãs e demais peças da moda íntima. Por isso, ter um sistema de vendas que priorize o contato com a compradora pode ser outro diferencial no mercado. Estratégias de venda direta também são bem vindas nesse mercado.

Identificar o mercado

A indústria da moda íntima é democrática e abriga casos de sucesso em todo o país. Polos da moda são encontrados em estados como Ceará, Goiás, Rio de Janeiro e Santa Catarina e outros. O estado do Ceará, por exemplo, apresenta-se como destaque no Brasil, ficando em terceiro lugar em participação na indústria nacional, representando 6% do mercado do país nesse setor e com a meta de setor de crescer, até 2018, 50% da participação que hoje tem no Brasil.

Do total de vendas dos produtos de moda íntima, 56% são de sutiãs. Apesar disso, há espaço para a diversificação dos artigos comercializados. Muitas das confecções expandem as linhas para atender segmentos como a de roupas para ginástica e praia.

Outro segmento que é explorado é o de lingerie sensual, que até então era restrito a venda em sex shops e lojas do gênero, mas que ganhou espaço e hoje pode ser comprado em lojas tradicionais. Este é um segmento que também encontra sucesso com vendas pela internet e também através de catálogos.

Em um mercado fragmentado como esse é comum encontrar empresas desorganizadas e sem o foco e a organização necessários para conquistar os clientes. Uma pesquisa feita pelo Sebrae apontou que 57% das empresas do setor afirmam que não sabem identificar o mercado. O número reforça a necessidade de orientação e treinamento adequados antes de qualquer investimento, a fim de evitar perdas e maximizar os lucros.

Fonte: http://www.sebraemercados.com.br/lingerie-um-mercado-cheio-de-nichos-e-oportunidades/